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Constituição Apostólica "Bis Saeculari Die" 36
 
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A Santíssima Virgem

Um minuto com Maria
Uma mensagem que propõe, a cada dia, meditações marianas bastante variadas
www.mariedenazareth.com
  • 10 de setembro - Itália. Santa Maria da Vida (1613)

    A estátua de Nossa Senhora dos Bosques (I)

     

    No dia 9 de setembro de 1909, eu estava celebrando a Missa na capela Nossa Senhora de Gray, quando a Virgem Santíssima me mostrou o bosque e a casa onde Ela desejava estabelecer uma peregrinação. Eu conhecera o bosque quando rapazinho. Mas já fazia uns trinta ou quarenta anos que eu não o via. Entretanto, ele me foi mostrado com tal clareza que, sem que me fosse designado nomeadamente, logo percebi onde se localizava. A casa estava diante de mim, tão perto como se eu tivesse acabado de sair dela.

     

    No dia 12 de dezembro de 1911, como fazia todos os anos na mesma data e quando possível, eu lá ia para o aniversário da minha consagração sacerdotal, chegando à capela dos Lazaristas, em São Vicente de Paulo. Regressando ao ônibus, para retornar à Gare du Nord, notei na encruzilhada de ...., próxima a um açougue, uma vitrine com mercadorias, apresentando diversas estátuas da Virgem Maria; entre as quais, uma em que Ela se encontrava sentada, outra, bem pequena, e aquela que me fora mostrada em Gray. Ao revê-la, não achei nem bonita nem interessante. Não podia acreditar que a Santíssima Virgem Maria pudesse ter escolhido tal imagem. Havia, igualmente, uma reprodução de Nossa Senhora de Chartres, mas a de Nossa Senhora de Sous-Terre me agradou muito mais. Porém, ainda não era essa a que a Virgem Santíssima desejava. A Mãe Santíssima acha, muitas vezes, que essas estátuas não são bonitas, mas isso não A impede de amá-las como sinais de afeto que temos por Ela, e de nos servirmos delas como canal para atingir as Suas graças.

     

     

    Conde Paul Biver
    Apóstolo e místico ? Le Père Lamy

  • 9 de setembro - França. Sequência das aparições em Pellevoisin (1876) - Espanha. Nossa Senhora da Cavadonga e Aranzazu

    A segunda Eva e a Imaculada Conceição (II)

     

    Suponha, por um instante, que Eva tenha triunfado na provação pela qual passou e que não tenha perdido sua graça inicial; suponha que nesse estado de graça, ela teria tido filhos.

     

    Como efeito da bondade divina, essas crianças teriam recebido, desde o nascimento, o mesmo privilégio que a mãe; quer dizer, mesmo tendo saído da costela de Adão, por assim dizer, revestidos de graça, os filhos, por sua vez, teriam recebido o que podemos definir como "uma concepção imaculada". Eles teriam sido concebidos em estado de graça, quando, na realidade, foram concebidos no pecado.

     

    Existe alguma dificuldade nesta doutrina, algo de forçado, de exagerado? Maria pode ser chamada, por assim dizer, a filha de Eva que não caiu.

     

     

     

    John Henri Newman
    Carta a Pusey, 1866
    (Carta a um irmão separado, sobre a devoção mariana dos católicos)

  • 8 de setembro - Natividade da Virgem Maria - França. Nossa Senhora de l´Agenouillé (da mulher ajoelhada) (1550) - França - Valenciennes. Nossa Senhora do Santo Cordão

    A segunda Eva e a Imaculada Conceição (I)

     

    Como nos ensinam os padres em nosso aprendizado de reparação, Maria desempenha o papel que Eva mantivera em nossa queda. Inicialmente, graças a que dons Eva se encontrava preparada para afrontar aquela provação? Mesmo inocente e sem pecado, não possuindo o dom de uma graça abundante, ela não conseguiria resistir às ciladas do demônio. E este dom, ela possuía: um dom celeste, acima desta natureza que ela havia recebido de Adão, um dom que a excedia e que a complementava - um dom recebido por Adão desde o momento de sua formação (habitualmente acreditamos nisso). Assim nos explicam, tanto a doutrina anglicana quanto a católica.

     

    Se Eva foi elevada acima da natureza humana por meio deste dom moral interior, que nomeamos "graça", existe alguma audácia em dizer que Maria desfruta de uma graça ainda maior? Esta consideração atribui todo o seu sentido à saudação "cheia de graça" que lhe confere o Anjo. Esta interpretação do termo original é, sem qualquer sombra de dúvida, a boa interpretação, desde que se afaste a tese habitualmente recebida pelos protestantes, segundo a qual a graça é apenas uma aprovação ou aceitação externa, correspondente à palavra "favor". Na realidade, como ensinam os Pais da Igreja, a graça é um estado interior bem real, uma qualidade a mais, acrescentada à alma.

     

    Uma vez admitido que Eva recebeu este dom interior sobrenatural, desde o primeiro instante de sua existência pessoal, seria possível negar que Maria também possuía este dom, desde o primeiro instante de sua existência? Não vejo como recusar esta conclusão. Muito bem, aí está, simples e literalmente, a doutrina da Imaculada Conceição. Afirmo que (à parte a questão dos graus da graça) a doutrina da Imaculada Conceição é substancialmente esta, nem mais nem menos. Na verdade, ela me parece implicada na doutrina patrística, segundo a qual Maria é a segunda Eva.

     

     

    John Henri Newman
    Carta a Pusey, 1866
    (Carta a um irmão separado, sobre a devoção mariana dos católicos)

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