Novo bispo para Niterói PDF E-mail

Papa nomeia bispo auxiliar para Niterói


Da Redação, com CNBB

O Papa Bento XVI nomeou hoje, 19 de dezembro, o Padre Roberto Francisco Ferreira Paz como bispo titular de Accia e auxiliar de Niterói (RJ), acolhendo a solicitação de Dom Alano Maria Pena, OP, de poder contar com a colaboração de um bispo auxiliar.

Padre Roberto é natural de Montevidéu (Uruguai) e filho de Roberto Angel Ferrería e Gloria Paz de Ferrería.  Fez seus estudos eclesiásticos na Faculdade de Teologia da PUC-RS e Mestrado em Direito Canônico no Instituto Arquidiocesano de Direito Canônico do Rio de Janeiro. 

Além disso, tem especializações em Notariado Eclesiástico, Direito Matrimonial Católico, Aperfeiçoamento para juízes e funcionários de Tribunais Eclesiásticos, Bioética, Ética em Pesquisa, Espiritualidade, Bioética e tradições religiosas.

O presbítero atuou como vigário judicial do Regional Sul 3 da CNBB (Rio Grande do Sul), vigário episcopal da Pastoral da Cultura e conselheiro do Serviço Interconfissional de Aconselhamento, diretor espiritual regional do Encontro de Casais com Cristo no Rio Grande do Sul e Santa Catarina, pároco do Santuário N. Sra. da Paz, representante católico do Grupo de Diálogo inter-religioso de Porto Alegre, professor de Direito Canônico e de Direito Eclesiástico da PUC-RS e do CETJOV, membro do Conselho de Presbíteros e do Colégio de Consultores da arquidiocese de Porto Alegre, delegado arquidiocesano na Comissão Regional de Ecumenismo, coordenador de Pastoral da Área Petrópolis, secretário do Comitê de Ética em Pesquisa do Hospital Cardiologia, porta-voz da arquidiocese de Porto Alegre, assistente eclesiástico do Jornal Novo Milênio, assistente eclesiástico da Associação de Dirigentes Cristãos de Empresa.

Padre Roberto participou de entidades e Organizações Não-Governamentais. Foi membro fundador do Movimento de Profissionais Católicos, da Associação de Juristas Católicos, do Grupo de Diálogo inter-religioso em Porto Alegre e membro da Associação Brasileira de Canonistas.

Atualmente é pároco do Santuário Nossa Senhora da Paz, em Porto Alegre.

 
Dia Santo - 8 de dezembro PDF E-mail

Solenidade da Imaculada Conceição

Gênesis 3, 9-15.20; Efésios 1, 3-6.11-12; Lucas 1, 26-38

Sem pecado

Com o dogma da Imaculada Conceição, a Igreja Católica afirma que Maria, por singular privilégio de Deus e em vista dos méritos da morte de Cristo, foi preservada de contrair a mancha do pecado original e veio à existência já totalmente santa. Quatro anos depois da definição do dogma pelo Papa Pio IX, esta verdade foi confirmada pela própria Virgem em Lourdes, em uma das aparições a Bernadete, com as palavras: «Eu sou a Imaculada Conceição».imaculada

A festa da Imaculada recorda à humanidade que existe uma só coisa que contamina verdadeiramente o homem, e é o pecado. Uma mensagem urgente para ser proposta. O mundo perdeu o sentido do pecado. Brinca-se como se fosse o mais inocente do mundo. Alinha com a idéia de pecado seus produtos e seus espetáculos para torná-los mais atrativos. Refere-se ao pecado, inclusive aos mais graves, com diminutivos: pecadinho, viciozinho. A expressão «pecado original» se utiliza na linguagem publicitária para indicar algo bem diferente da Bíblia: um pecado que dá um toque de originalidade a quem o comete!

O mundo tem medo de tudo, menos do pecado. Teme a contaminação atmosférica, as penosas doenças do corpo, a guerra atômica, atualmente o terrorismo, mas não lhe dá medo a guerra a Deus, que é o Eterno, o Onipotente, o Amor, enquanto Jesus diz que não se tema aos que matam o corpo, mas só a quem, depois de ter matado, tem o poder de lançar à geena (cf. Lc 12, 4-5).

Esta situação «ambiental» exerce uma tremenda influência até nos crentes que, contudo, querem viver segundo o Evangelho. Produz neles um adormecimento da consciência, uma espécie de anestesia espiritual. Existe uma narcose por pecado. O povo cristão já não reconhece seu verdadeiro inimigo, o senhor que o mantém escravizado, só porque se trata de uma escravidão dourada. Muitos que falam de pecado têm dele uma idéia completamente inadequada. O pecado se despersonaliza e se projeta unicamente sobre as estruturas; acaba-se por identificar o pecado com a postura dos próprios adversários políticos ou ideológicos. Uma pesquisa sobre o que as pessoas pensam que é o pecado daria resultados que provavelmente nos aterrorizariam.

Ao invés de livrar-se do pecado, todo o empenho se concentra hoje em livrar-se do peso de consciência relativo ao pecado; em vez de lutar contra o pecado, luta-se contra a idéia do pecado, substituindo-a por aquela – bastante diferente – do «sentimento de culpa». Faz-se o que em qualquer outro campo se considera o pior de tudo, ou seja, negar o problema ao invés de resolvê-lo, voltar a jogar e sepultar o mal no inconsciente em vez de extrai-lo. Como quem crê que elimina a morte suprimindo o pensamento sobre a morte, ou como quem se preocupa por baixar a febre sem curar a doença, da qual aquela é só um providencial sintoma. São João dizia que se afirmamos estar sem pecado, enganamos a nós mesmos e fazemos de Deus um mentiroso (cf. 1 João 1, 8-10); Deus, de fato, diz o contrário: que pecamos. A Escritura diz que Cristo «morreu por nossos pecados» (1 Cor 15, 3). Suprima o pecado e você torna vã a própria redenção de Cristo, destrói o significado de sua morte. Cristo teria lutado contra simples moinhos de ventos, teria derramado seu sangue por nada.

Mas o dogma da Imaculada nos diz também algo sumamente positivo: que Deus é mais forte que o pecado e que onde abunda o pecado superabunda a graça (cf. Rom 5, 20). Maria é o sinal e a garantia disso. A Igreja inteira, detrás d’Ela, está chamada a ser «resplandecente, sem que tenha mancha, nem rugas nem coisa parecida, mas que seja santa e imaculada» (Ef 5, 27). Um texto do Concílio Vaticano II diz: «Enquanto a Igreja na Santíssima Virgem já chegou à perfeição, pela qual se apresenta sem mancha nem ruga, os fiéis, no entanto, ainda que se esforçam por crescer na santidade, vencendo o pecado; e por isso dirigem seu olhar a Maria, que brilha ante toda a comunidade dos eleitos, como modelo de virtudes» (Lumen gentium, n. 65].

 

Pe. Raniero Cantalamessa, OFM Cap. – pregador da Casa Pontifícia

 
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