Carta ao Círculo Mariano - junho PDF E-mail

Carta ao Círculo

no. 06 – junho de 2007 – Ano C (Lucas) – Tempo Comum



Coração Ardente


 

Escrevendo estas linhas na novena da festa do Sagrado Coração de Jesus, também estou na proximidade da festa do Imaculado Coração de Maria.

São duas festividades importantes na Igreja que estão íntimamente ligadas: na sexta-feira (dia tradicional de penitência) é a festa do Sagrado Coração; e no sábado (dia comumente dedicado à Virgem Maria) é a festa do Imaculado Coração.

Uma lição (dentre várias) podemos tirar desta proximidade de datas: a devoção a Maria está unida à devoção ao Filho !

Não se pode, como querem alguns fanáticos, querer que o louvor ao Filho de Deus possa se afetado pelo amor à Sua Mãe. Não se é plenamente cristão se não for mariano. E não se é mariano se não for cristão.

Houveram hereges que divinizaram a Mãe de Deus: se é mãe de Deus, então é também deusa. Para eles, o Cristo diz na Escritura: “ninguém vai ao Pai senão por Mim”. Outros, que desprezam Maria, como se sua fé no Senhor fosse tão pequena que amar a Sua Mãe fosse fazer esquecer o Salvador. Novamente a Escritura: “bem-aventurados os seios que te amamentaram”.

Neste mês de junho, adoramos o Senhor na forma de amor declarado em seu Sagrado Coração. Os Santos Padres muitas vezes falaram do Coração de Cristo como símbolo de seu amor, tomando-o da Escritura: "Beberemos da água que brotaria de seu Coração....quando saiu sangue e água" (Jo 7,37; 19,35). Na Idade Média começaram a considera-lo como modelo de nosso amor, paciente por nossos pecados, a quem devemos reparar entregando-lhe nosso coração (conforme disseram as santas Lutgarda, Matilde, Gertrudes a Grande, Margarita de Cortona, Angela de Foligno, etc.).No século XVII estava muito expandida esta devoção. São João Eudes, já em 1670, introduziu a primeira festa pública do Sagrado Coração.Em 1673, Santa Margarida Maria de Alocoque começou a ter uma série de revelações que a levaram à santidade e ao impulso de formar uma equipe de apóstolos desta devoção. Com seu zelo conseguiram um enorme impacto na Igreja.

Porque seu coração arde ? Arde de amor pela Humanidade, em especial pelos pecadores e pelos afastados da Igreja.

Nosso coração arde de amor por nossos irmãos que não conhecem o Salvador ? Arde de compaixão pelos pecadores, “odiando o pecado e amando o pecador” ? Arde de desejo que esta salutar devoção ao Coração de Jesus seja cada vez mais difundida e amada ?

Façamos que ao menos neste mês de Junho ambos os Corações – do Filho e de sua Mãe – sejam mais amados pela Cristandade.


Senhora do Círculo, Coração Imaculado, rogai por nós !


Salve, Maria !


Alexandre Martins, cm.

Assistente Geral

 
o Objetivo da Igreja PDF E-mail

Objetivo da Igreja é ajudar as pessoas a terem encontro pessoal com Cristo, diz arcebispo

Segundo Dom Odilo Scherer, Conferência de Aparecida enfatizou esse ponto

SÃO PAULO, segunda-feira, 11 de junho de 2007 (ZENIT.org).- Segundo o arcebispo de São Paulo, Do
d. odilom Odilo Scherer, o primeiro objetivo da Igreja, em sua missão, é «ajudar as pessoas a terem um encontro pessoal com Jesus Cristo».

Ao comentar o tema da Conferência de Aparecida em artigo difundido pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) esta segunda-feira, o arcebispo afirmou que «a Conferência de Aparecida recordou que a proposta cristã às pessoas e para o mundo não é, antes de tudo, a de uma doutrina ou de um código ético».

«A Igreja não vê em Jesus Cristo um personagem do passado, objeto apenas de considerações intelectuais, mas alguém vivo e presente no mundo, como companheiro da humanidade.»

«O encontro com ele, mediante a fé, suscita uma nova compreensão da vida, convicções, atitudes pessoais novas. Por isso, a Igreja latino-americana partiu de Aparecida com o renovado desejo de propor o Evangelho de Cristo como um bem para a vida das pessoas e dos povos», disse.
 
De acordo com Dom Odilo, embora permaneça a mesma ao longo dos séculos, a mensagem do Evangelho é comunicada em contextos históricos e culturais bem situados.

«Por isso, a própria fidelidade à missão requer da Igreja um discernimento constante para adequar sua ação às situações em contínua mudança».

O arcebispo afirmou que a Igreja quer «valorizar mais seu próprio fundamento, que é sua relação com Jesus Cristo e com Deus; ela precisa e quer ser mais eficaz no anúncio do Evangelho e no atendimento religioso à população».

«Numa palavra, a Igreja quer ser fiel à razão de sua existência, consciente que a evangelização é um processo dinâmico e jamais concluído; ela precisa estar em estado permanente de missão “para que, em Cristo, nossos povos tenham vida”.»

Segundo Dom Odilo Scherer, o anúncio do Evangelho suscita a fé religiosa pessoal; «mas propõe também uma visão de mundo, uma antropologia e uma concepção moral para orientar a convivência social».

«Na base dessa proposta encontra-se a afirmação da soberania de Deus e de sua proximidade em relação ao homem e ao mundo.»

«A fraternidade e a solidariedade entre todos os membros da grande família humana, a dignidade inviolável de cada pessoa e os direitos humanos, a justiça social, a paz e o zelo pelo patrimônio da natureza colocado à disposição de todos os viventes, são decorrências dessa verdade; ao longo dos séculos, tornaram-se mesmo referenciais compartilhados pela cultura de quase todos os povos, sobretudo ocidentais», afirmou.

Segundo o arcebispo, «a Igreja deseja continuar a propor esses referenciais e contribuir para que sejam acolhidos, de geração em geração, porque acredita serem importantes para a vida dos povos».

Ao constatar que ainda persistem situações contrárias à vida de amplos setores da população dos países latino-americanos, o arcebispo de São Paulo afirma que «os católicos e a instituição eclesial, com sua vasta rede de organizações, têm muito a contribuir para a vida dos povos e querem fazê-lo com renovada consciência».
 
«Junto com tantas outras instituições e organizações da sociedade, a Igreja deseja cumprir sua missão; para isso,convoca seus membros, presentes em todos os âmbitos da vida social, a desempenharem plenamente seu direito e dever de cidadania, partilhando suas convicções com a sociedade, bem conscientes da importância das propostas cristãs para a construção do bem comum. Esta é a aposta da Conferência de Aparecida para a vida dos povos deste Continente.»

 
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