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Qualquer congregação religiosa pode desaparecer,

admite Prepósito Geral dos JesuítasKolvenbach



.- O Prepósito Geral da Companhia de Jesus, Pe. Peter-Hans , admitiu que nenhuma congregação ou instituto religioso tem o futuro assegurado e qualquer "pode desaparecer" quando já cumpriu com o trabalho que encomendou o Senhor, tal como o demonstrou a história da Igreja.

"Estou convencido de que a vida religiosa deve estar sempre em crise, se de verdade quer estar constantemente à escuta do Espírito, que não é um tipo tranqüilo. Não basta seguindo as Constituições, as regras, para ter um futuro assegurado", expressou o sacerdote em entrevista com a Revista Jesus, reproduzida em parte pelo jornal espanhol La Razón.

Nesse sentido, indicou que terá que saber discernir o que o Senhor pede a cada um nas diversas circunstâncias da vida e a história, pois por exemplo, "pode pedir a um grupo de consagrados uma tarefa específica durante um tempo determinado", e finalizada esta, "esse determinado instituto pode desaparecer. Isto não é uma novidade na história da Igreja".

O Prepósito Geral jesuíta recordou que ao longo da história, o Espírito Santo suscitou na Igreja novos carismas para tirá-la dos períodos de crise. Quando se "correu o risco de equivocar-se com o Império –explicou-, o Espírito Santo suscitou os eremitas para levá-la de novo ao valor da espiritualidade, da oração".

Indicou que igual aconteceu com São Francisco de Assis, que foi chamado quando a Igreja sofreu a tentação da riqueza e o poder; ou com Santo Ignácio de Loyola, que respondeu ao Senhor para levar a Igreja à missão além "dos limites geográficos e culturais conhecidos".

 
Luta contra o Aborto Oficial - I PDF E-mail

Mídia Sem Máscara entrevista o Padre Luiz Carlos Lodi - 1a Parte

por Gerson Faria em 14 de maio de 2007

pe. Lodi

Resumo: A fundação Pró-Vida de Anápolis, dirigida pelo Padre Lodi, é talvez a mais ativa frente brasileira contrária ao aborto, nesses tempos de propaganda enganosa pelo "direito de escolha", eufemismo para direito ao aborto em qualquer circunstância e financiado pelo Estado.

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número de católicos no Mundo permaneceu invariável PDF E-mail

Cidade do Vaticano, 08 mai (RV) - De 2000 a 2005, o número dos católicos no mundo permaneceu substancialmente invariável: é o que emerge do último volume do Anuário Estatístico da Igreja Católica, preparado pela Central de Estatística da Igreja e editado pela Livraria Editora Vaticana, que mostra uma realidade em contínua evolução.

Em cinco anos, os católicos do mundo passaram de pouco mais de 1 bilhão e 45 milhões para cerca de 1 bilhão e 115 milhões, com um aumento de 6,7%. Um incremento muito próximo ao da população mundial, equivalente a 6,9%. O que significa que a presença de católicos no mundo permanece basicamente invariável: 17,28% no ano 2000 e 17,25% em 2005. Ressalta-se um aumento de 18% dos católicos na África, em relação a um incremento da população de pouco menos de 14%, que evidencia como é eficaz a atividade pastoral nos países africanos.

Quanto ao número de bispos, passaram de 4.541 para 4.841, com um incremento de 6,61%, particularmente na Ásia e América. O número de sacerdotes, cerca de 405.700, aumentou, ao todo, de 0,3%, com um notável incremento na África e Ásia (19,2% e 14,9%, respectivamente). Estacionário, ao invés, para a América e flexão na Europa e Oceânia.

Enquanto o número de sacerdotes diocesanos indica uma significativa retomada (de 265.781 no ano 2000, para 269.762 em 2005), o número de sacerdotes religiosos se mostra em constante declínio (de 139 mil no ano 2000 a 136 em 2005).

Constata-se uma sensível mudança no que diz respeito ao percentual de sacerdotes por continente: o único que viu diminuir a sua quota foi a Europa, com um decréscimo de 51,5% a 48,8%.

Mas justamente no continente europeu e americano, onde se mostra mais problemática a substituição de sacerdotes, se registra um incremento de diáconos diocesanos, ou religiosos com caráter permanente em seu estado, com um aumento, respectivamente, de 24% e de 28%.

Em diminuição, por sua vez, o número de religiosos professos não sacerdotes, passados de 55.057 no ano 2000 para 54.708 em 2005. "A crise que investiu essa categoria de agentes pastorais _ lê-se no Anuário Estatístico _ não dá sinal de arrefecimento e é preocupante que, com exceção da África e Ásia, em todo o restante do mundo continuem se reduzindo."

 

O Anuário assinala também, o número de religiosas professas, correspondente a 760 mil unidades, cerca do dobro do número de sacerdotes e cerca de 42% residentes na Europa: o número delas diminuiu progressivamente no passado qüinqüênio na Europa e América, cresceu ao invés na África e Ásia.

 

O número dos estudantes de Filosofia e Teologia nos seminários diocesanos e religiosos aumentou até 2002, depois entrou uma fase de substancial estabilidade até 2005.

Por fim, no que diz respeito aos candidatos ao sacerdócio em relação à população católica, é interessante ressaltar que a Ásia e a África, em 2005, se apresentam acima da média mundial, que é de 103 candidatos para cada milhão de católicos. A Ásia apresenta 258 candidatos para cada milhão, e a África, 154.

 

Os centros pastorais aumentaram de 409 mil para 433 mil, com uma relação média de 2.500 fiéis por centro. Mas se na Oceânia e na Europa diminuíram, a situação se apresenta muito dinâmica na Ásia, África e, sobretudo, na América, com um aumento de 7,9% em cinco anos. (RL)

 
Musical sobre o Padre Pio PDF E-mail

Musical sobre o Padre Pio é "desafio fascinante", afirma autoridade italiana



.- "Encontro fascinante e difícil o desafio de combinar a figura do Padre Pio com um musical", afirmou Francesco Rutelli, Vice-presidente do Conselho e Ministro para os bens e atividades culturais, ao anunciar "Actor Dei – Ator de Deus", projeto que através da linguagem teatral e musical busca homenagear o santo de Pietralcina.

São Giovanni Rotondo será o lugar da estréia deste musical no dia 5 de maio, ao que assistirá o Secretário de Estado Vaticano, Cardeal Tarcisio Bertone. As funções se realizarão até 27 do mesmo mês para em seguida apresentar aos 50 atores em cena na Sicilia, Trento, Roma, Milão, entre outras.

"Sendo a experiência do Padre Pio um dos mais conhecidos do mundo acredito que este momento de popularidade é uma prova do grande interesse", comenta um dos organizadores do evento.

Não faltarão os disfarces simbólicos, explica uma nota de imprensa, "que falam dos jovens que ainda sentem viva e próxima esta extraordinária figura, sintetizada na contínua luta entre o bem e o mal, entre o deserto pugliese feito de desolação sobre o que anos depois o Padre Pio construiu aquilo que hoje é o terceiro hospital da Itália e que ele amava chamar 'lugar de sofrimento e oração'".

 

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Nota: pe. Pio de Pietrelcina é o patrono secundário de nossa Congregação. 

 
NMR em Aparecida PDF E-mail

Novos Movimentos levam para Conferência de Aparecida beleza de ser discípulo

Entrevista a Dom Fillipo Santoro, representante de Comunhão e Ldom filippo santoroibertação na reunião eclesial

SÃO PAULO, quinta-feira, 10 de maio de 2007 (ZENIT.org).- Os Novos Movimentos «suscitam os discípulos, comunicam uma experiência viva pela qual a pessoa descobre a beleza de dizer sim a Cristo e de deixar tudo e seguir o Senhor».

Nesta entrevista a Zenit, Dom Fillipo Santoro, bispo de Petrópolis (Rio de Janeiro), representante de Comunhão e Libertação na V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, fala da contribuição que os Novos Movimentos podem dar às reflexões da Conferência de Aparecida.

--Pensando no tema da Conferência de Aparecida, os Novos Movimentos são ambientes especiais de formação de discípulos e missionários?

--Dom Fillipo Santoro: Certamente. O valor dos Novos Movimentos é de indicar qual é a origem do discípulo e do missionário. Muitas vezes, dentro da experiência da Igreja, se fala que temos de ser discípulos, temos de ser missionários, sair em missão e viver o entusiasmo dela, mas não se indica qual é a origem do discípulo, como ele nasce. Nesse sentido, o Movimento Comunhão e Libertação e outros Movimentos indicam como nasce um discípulo. Este nasce pelo poder do Espírito, que suscita em algumas pessoas uma mudança da vida. E isso dá origem a um movimento, a uma amizade, que tem uma sensibilidade, caracterizada pela presença de Cristo e o desejo de comunicá-la. O ambiente propício dos Movimentos é que eles partem da origem da questão, do como nasce um discípulo. E este pode nascer somente de algo gratuito, que não está nas nossas mãos, que é a irrupção do Espírito em nossa vida. É a irrupção do dom de Deus que faz as pessoas se apaixonarem por Cristo, descoberto como Aquele que mais corresponde às exigências humanas que nós temos. Então o valor dos Movimentos é criar o discípulo. Normalmente, em discussões da Igreja se esquece este primeiro ponto e tudo fica reduzido a um fazer coisas. Os Movimentos suscitam os discípulos, comunicam uma experiência viva pela qual a pessoa descobre a beleza de dizer sim a Cristo e de deixar tudo e seguir o Senhor.

--Nesse sentido, os Novos Movimentos têm muito a contribuir com a Conferência de Aparecida, não?

--Fillipo Santoro: Tem a contribuir num ponto essencial, na origem da questão. Ou seja, em como nasce a experiência da fé e em como a experiência da fé se comunica. Tem a contribuir indicando qual é o sujeito da nova evangelização, qual é a origem da nova evangelização. Então é uma contribuição que não só os Movimentos, mas eles em primeiro lugar, têm a dar. A nova evangelização não é apenas uma técnica, mas é responder ao ímpeto do Espírito que te faz realizar uma série de encontros através dos quais a pessoa descobre a presença de Cristo e decide segui-lo com toda a vida e entusiasmo. Diante disso, é uma contribuição muito positiva, no ponto central, que os Movimentos podem dar.

--O senhor leva alguma preocupação específica para Aparecida?

--Fillipo Santoro: Eu levo primeiro um desejo: comunicar a beleza da nossa experiência de fé. A beleza, por exemplo, encontrando um Movimento como Comunhão e Libertação, para mim foi um encontro que iluminou toda a minha vida. Deu intensidade e beleza. Mostrou como, seguindo a Cristo, a minha humanidade é acolhida, valorizada, transformada, enriquecida. Isso antes do fato de ser bispo, antes do fato de ser padre. É a beleza da nossa humanidade tocada pela presença do Senhor, da mesma maneira como os apóstolos eram tocados pelo encontro com Cristo, deixavam tudo e começavam a segui-lo. Então comunicar em primeiro lugar algo positivo. A beleza deste encontro como algo grandioso para nossa vida, que lança numa aventura e que, sobretudo, me faz viver --e este é o outro aspecto-- melhor a realidade. Não te faz fugir da realidade. Faz encontrar a realidade da família, da escola, do trabalho, os problemas da sociedade. Lança-te como sujeito de uma nova proposta para a vida da sociedade, a proposta de Cristo Jesus. Esses são os dois pontos: a alegria do encontro com o Senhor, um encontro que me faz viver tudo de forma nova.

Uma preocupação que eu tenho é que na Conferência se insista muito sobre elementos analíticos. As coisas que não funcionam, as coisas que não andam, a análise da sociedade, como se fôssemos sociólogos. Isso é importante, mas não é o ponto fundamental. Minha preocupação é que fique numa conversação que dê um espaço excessivo ao elemento sociológico e não ao ponto de origem, que é a presença do mistério dentre nós e uma proposta de vida para o Brasil e para a América Latina, para que n’Ele nossos povos tenham vida. A presença do Movimento é comunicar a sua experiência para que este aspecto analítico não seja o dominante, mas seja uma conseqüência. Não podemos deixar de enfrentar os problemas da violência, da injustiça, da fome, mas a partir da esperança que Cristo suscita em nós.

O que os Novos Movimentos podem esperar da Conferência de Aparecida?

--Fillipo Santoro: A espera dos Movimentos seja da visita do Papa, seja da Conferência de Aparecida é muito grande. Não tanto para que seja reconhecido publicamente o papel dos Movimentos, mas como uma oferta a todos da beleza de Cristo, como um grande momento de novidade para a vida da Igreja na América Latina. Os Movimentos dão a sua contribuição ao promover uma proposta viva de dar a todo continente latino-americano um ímpeto missionário. A insistência em conceber a fé como um aspecto dinâmico de nossa vida, para nossa experiência, que se comunica, como fizeram os apóstolos. Eles saíram da Palestina e evangelizaram todo o mundo. Assim também é para nós.
 
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