História das Congregações Marianas A primeira Congregação Mariana foi fundada em 1563, no antigo Colégio Romano - hoje Universidade Gregoriana - na chamada "Cidade Eterna", Roma, Itália. O grupo inicial contava com seis jovens de cerca de 16 anos, orientados por um sacerdote jesuíta, o pe. Jean Leunis, SJ. Após as aulas, eles reuniam-se em uma das salas, arrumavam um altar para a Virgem Maria, com flores e uma Imagem, e juntos cantavam as Vésperas do Ofício Divino, cantos marianos, escutavam leituras de livros de piedade e palestras proferidas pelo sacerdote. Após as reuniões, de início semanais, depois diárias, se propunham entre si atos concretos de apostolado que na época eram visitas aos doentes e encarcerados, ensino da Doutrina Cristã e visitas ao túmulos dos Santos Mártires. A direção do grupo ficava a cargo de um leigo, o Presidente - revolução para a época - e os participantes tinham a tutela espiritual de um sacerdote, coisa também rara. Em 1583, o papa Gregório XIII, por meio da Bula "Omnipotentis Dei", erigiu a Congregação do Colégio Romano como "mãe e cabeça" de todas as demais que existiam ou viessem a existir, dando Indulgências e Privilégios vários àquela associação que agora contava com cerca de 1500 membros. As Congregações se espalharam por todo o Mundo e mesmo com a supressão da Companhia de Jesus em 1777, continuaram seu trabalho. Em nosso século, o papa Pio XII publicou a Constituição Apostólica "Bis Saecularii Die", fazendo das Congregações Marianas um patrimônio da Igreja Universal e não somente da Companhia de Jesus. A partir de então, qualquer Bispo poderia erigir Congregações e qualquer sacerdote poderia ser o Assistente-Eclesiástico, mesmo não sendo jesuíta. Em 1970, a Federação Mundial das Congregações Marianas mudou seu nome para Federação Mundial das Comunidades de Vida Cristã. Muitas Congregações pelo mundo mudaram seu nome para "Comunidades de Vida Cristã" (CVX) e descaracterizaram o traço original das clássicas Congregações Marianas. No Brasil, as Congregações mantiveram seu nome e característica quadrissecular, e, em 1994, criaram uma associação ligada diretamente à CNBB: Congregações Marianas do Brasil. A nova Regra das Congregações do Brasil, foi promulgada em 1994, de acordo com as características e pensamento contemporâneo eclesial e vigora até hoje. 
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